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“Essa vida de apreço pela diferença, pela diversidade, vida na qual admitimos o sofrimento como peça central à experiência da alegria, se reflete em nosso meio natural.” (bell hooks, 2022, p. 55) Escrevo este texto inspirado por uma conversa com uma querida amiga, Sabrina Farias, durante uma viagem recente a Belém. Em meio aos deslocamentos, […]
Tic disorders, such as Tourette’s syndrome, are chronic, childhood-onset neurological conditions that involve sudden, repetitive, and involuntary motor movements or vocalizations. Individuals with tics often experience premonitory urges, or aversive sensations that precede tics and are believed to be functionally related to their expression. Previous research has suggested that reinforcing tic suppression can effectively reduce tics, although the optimal contingencies that lead to such an effect have not been well-studied. The purpose of the current study was to compare a commonly used contingency, differential reinforcement of other behavior (DRO), to establish tic suppression with a contingency that included an option for participant-initiated breaks (DRO-break). Using an alternating treatments design, including four children with tics, results showed that three of four participants demonstrated tic reduction in both DRO conditions compared to baseline. Furthermore, DRO did not result in higher urge ratings compared to the baseline and DRO-break conditions for any of the participants. Finally, preference for the conditions was idiosyncratic, with two participants preferring DRO and two participants preferring DRO-break. Thus, DRO contingencies with and without breaks were equally effective at reducing tics compared to baseline and did not affect urges differently.
Há pessoas que passam a maior parte do tempo cercadas por outras pessoas. Trabalham em equipe, têm família, são casadas, participam de grupos, conversam, cumprem seus compromissos e parecem levar uma vida social perfeitamente normal. Ainda assim, quando descrevem sua experiência, uma frase aparece com frequência: “Eu me sinto sozinho.” À primeira vista isso pode […]
Em nossa prática clínica diária, frequentemente nos deparamos com indivíduos cujas vidas parecem paralisadas por um sofrimento invisível, mas onipresente. Tratar pacientes com alta desregulação emocional, comportamentos autolesivos crônicos e ideação suicida exige de nós uma profunda compreensão analítico-comportamental. Ao mergulharmos nas formulações de caso e nas análises em cadeia, é comum esbarrarmos em um […]
O manejo clínico do Transtorno Bipolar impõe desafios que, frequentemente, envolvem oscilações de humor, impulsividade e baixa percepção de doença em episódios de mania ou hipomania. Tais variáveis tensionam a aliança terapêutica, tornando a adesão ao tratamento um fenômeno eminentemente relacional e comportamental [5]. Para investigar as competências que sustentam esse processo, realizei entrevistas com […]
Children with developmental delays often require systematic instruction to develop generalized imitation (GI), a foundational skill for subsequent learning. We evaluated the effects of a contingent imitation procedure on GI in three children aged 29 to 33 months receiving early-intervention. During the contingent imitation intervention, we systematically introduced imitation trials involving familiar actions, followed by trials involving unfamiliar actions, and applied individualized modifications when participant acquisition stalled. All three participants demonstrated increased imitation of untaught actions following the intervention, suggesting that contingent imitation interventions may be useful for improving generalized imitative responding. • Contingent imitation is a naturalistic procedure that can be implemented within early intervention settings to promote generalized imitation in young children with developmental delays. • A contingent imitation procedure that begins with actions already in the learner’s repertoire may be an effective starting point for establishing generalized imitation in young children with developmental delays. • When learners show insufficient progress, individualized modifications within a contingent imitation intervention may support continued acquisition. • Clinicians can use acknowledgment responses as a practical indicator of learner readiness before initiating imitation trials during a contingent imitation intervention.
Quando olhamos para o histórico da psicologia clínica comportamental, nos deparamos com o entendimento da queixa ou sintoma do paciente como sendo algo a ser consertado ou eliminado. Isso fica ainda mais evidente quando lidamos com quadros agudos de transtornos de ansiedade, em que no seu relato o paciente traz um enorme sofrimento de se […]
A dor da EndometrioseA endometriose é uma condição crônica que atinge cerca de 10% a 15% das mulheres em idade reprodutiva [2]. Para além da patologia física, ela é acompanhada por dores incapacitantes que exigem uma análise para além do biológico. Como aponta minha revisão integrativa [3], o tratamento deve ser pautado na compreensão da […]
Healthcare expenditures in the United States are among the highest in the world, and behavioral healthcare costs account for a substantial portion of overall healthcare expenses. Injuries to hospital staff contribute to the high costs associated with delivering behavioral healthcare. Interventions to decrease aggression leading to staff injuries are paramount, but there are limited data on the features of patient physical aggression resulting in these injuries. We reviewed 960 narrative reports of staff injuries caused by patient physical aggression across two pediatric healthcare systems from 2022–2024. We analyzed the putative antecedents to physical aggression, injured staff’s occupation (e.g., nurse), body part injured, and whether the injury was reportable to government agencies. Direct care staff (e.g., 1:1 staff) and nurses were at the greatest risk for injuries from patient physical aggression. Most injuries across both systems were non-reportable to government agencies. At least one putative antecedent was clear within most reports, with intrusive strategies (e.g., restraint, seclusion, and response blocking) and the presence of aversive stimuli (e.g., medical care and staff directions) being most common. Contextualizing patient physical aggression can elucidate features (e.g., putative antecedents) informing strategies to mitigate the recurrence of such behavior and, relatedly, avoid many staff injuries. These outcomes support one avenue for behavior analysts to help healthcare systems better equip staff with ways to manage their safety by better understanding patient behavior.
Functional analyses are important in developing function-based interventions. Although functional analyses often result in clear outcomes identifying one or more variables maintaining challenging behavior, they sometimes produce unclear or inconclusive outcomes due to the relevant antecedent and/or consequence events not being programmed. The objective of the current study was to conduct a retrospective consecutive case series to analyze the prevalence of clinical cases in which clinicians found challenging behavior was maintained by one or more idiosyncratic variables. For the 24 cases included in this review, we present a quantitative analysis of the functional analysis modifications made to identify the idiosyncratic variable(s), prevalence of idiosyncratic outcomes, and population demographics (e.g., age, diagnoses, vocal language level). The reinforcer maintaining challenging behavior was most frequently found in the mand compliance and interruption test conditions. In addition, we observed some differences in the vocal language level of the individuals across idiosyncratic FA outcomes.
Micleide Alves CelestinoGiovana Pagliari dos Santos Quem nunca comeu na ausência de fome física (fisiológica), que atire o primeiro pedaço de bolo de fubá com goiabada. Essa iguaria brasileira, de preparo simples e com sabor típico de tarde chuvosa, foi uma das minhas primeiras conquistas na cozinha. Desde a primeira vez que o preparei, permanece […]
Quando conheci a ACT, um dos pilares que mais me encantou foi o eixo de Valores. Sempre o vi como a possibilidade mais concreta de conhecer sobre os reais anseios, propósitos e sentidos de vida (tanto para mim quanto para meus pacientes). Só que na mesma proporção em que é importante, ele é desafiador de […]
Quando olhamos para o histórico da psicologia clínica comportamental, nos deparamos com o entendimento da queixa ou sintoma do paciente como sendo algo a ser consertado ou eliminado. Isso fica ainda mais evidente quando lidamos com quadros agudos de transtornos de ansiedade, em que no seu relato o paciente traz um enorme sofrimento de se […]
Ben Sarcia is a clinician at Verbal Beginnings and leads our Healthy Beginnings feeding therapy program. He works closely with children and families who face challenges with selective eating. Ben is also working on his doctoral dissertation, which focuses on making the first steps of feeding therapy less stressful and more supportive for children. In…
The post Behind the Scenes of a Feeding Therapy Dissertation appeared first on Verbal Beginnings.
Uma análise funcional revela que, em muitos casos, o comer compulsivo opera como uma estratégia de regulação emocional, mantida por reforçamento negativo: a redução momentânea de estados internos aversivos, como ansiedade, culpa, solidão ou exaustão. Esse padrão pode ser compatível com uma tendência de tentar alterar, suprimir ou escapar de eventos privados desagradáveis (Hayes et […]
Escrito por Aline Silva, Camila Lourenço e Julia Moreira Este texto é uma continuação do primeiro texto sobre Rivalidade Feminina, escrito pelas mesmas autoras na coluna do SIG Mulheres. Para ler a primeira parte, acesse aqui. No primeiro texto sobre essa temática, discorremos sobre o conceito de “rivalidade feminina”, definindo-o não como uma “característica natural” […]
O comportamento humano, sob a perspectiva da análise do comportamento, é definido através da multideterminação em seus três níveis de seleção: (1) filogênese, que se refere aos comportamentos selecionados nos ambientes ancestrais ao longo da evolução de uma espécie; (2) ontogênese, que são comportamentos selecionados durante as interações de um organismo com o seu ambiente, […]
Quando pensava em supervisão na graduação, sempre me pareceu um espaço de aperfeiçoamento técnico, de tirar as dúvidas, receber direcionamentos pragmáticos, de auxílio prático para o caso “voltar a andar”. E não que essa percepção esteja totalmente equivocada, mas hoje, após anos de prática como supervisora e supervisionanda, abri o meu olhar para outros ângulos […]
O artigo discute como a supervisão em ABA deve funcionar como um processo de ensino que promove segurança, aprendizagem e desempenho da equipe. Ele mostra que práticas aversivas geram medo e esquiva, enquanto supervisões baseadas em reforçamento, acolhimento e BST produzem maior precisão e confiança. O texto também destaca que toda supervisão forma futuros supervisores por meio da modelagem e aponta caminhos para construir práticas clínicas mais humanas, eficazes e sustentáveis.
O artigo discute por que terapeutas continuam cometendo erros considerados “básicos” na prática clínica em ABA. A partir de uma análise comportamental das contingências presentes na formação, supervisão e cultura organizacional, o texto mostra que o básico é, na verdade, um repertório complexo que exige treino sistemático, feedback adequado e segurança psicológica. O artigo aborda ainda como o medo de registrar erros distorce dados clínicos e como estratégias como o Behavioral Skills Training (BST) são essenciais para construir precisão e qualidade nas intervenções.